Confesso! Prefiro, hoje, lugares mais populares. Como mais satisfeito no mercado da feira, que no melhor restaurante da cidade, pelo simples fato de que o primeiro espaço vem acompanhado das verdades cotidianas que fazem parte da vida, e que necessitam de maquiagem para se sentirem a vontade no segundo lugar.
Já não discuto entre o valor das melodias de Mozart e os sons inspirados do mestre Gonzaga, entre a importância de um livro e uma garrafa de cachaça. Por que o livro pode ser mal compreendido, enquanto a cachaça vem sempre acompanhada. Se a companhia for bem escolhida dá conta de uma biblioteca.
Hoje eu escolho brigar pelo que acredito, ao invés de conciliar para simplesmente evitar o atrito. Com isso descubro que não há certo e nem errado. Pois agora é certo para mim e errado para outros, no futuro será certo para todos, ou errado.
Quanto ao supermercado... um garoto de aproximadamente 11 anos foi preso por roubar um pacote de biscoito. Quando a polícia chegou o mesmo gritava – “estou com fome, estou com fome!” Neste mesmo momento em que os policiais saiam do estabelecimento, chegou outro garoto de não mais que 13 anos e estacionou um carro de luxo ao lado da viatura e os soldados nada fizeram. Duas infrações cometidas pelos garotos. Sabe qual a diferença real de uma para a outra? É que o garoto do carro é filho do dono do supermercado.
*Zeca Baleiro.
Créditos da foto: Professor Antônio Claudio Barbosa (Claudinho)
Sobre os dois espaços... Concordo com você! O primeiro não se veste com a hipocrisia. Disfarçando-se da realidade, querendo ser o que nunca serão. Diferentemente do segundo.
ResponderExcluirE sobre o fato do supermercado, penso que, não há unanimidade na verdade (o certo), ou na interpretação da verdade! A depender dos olhos de quem julga, o mesmo fato pode ter interpretações opostas.
Pena que, quase sempre, os homens tendem para a "verdade" de seus interesses!