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domingo, 30 de março de 2014

O que escrever!?


Paredes em branco e problemas insolúveis me assustam profundamente. São como folhas de papeis estéreis da criatividade para viver. Vazio! Trancado num quarto estranho, deitado numa cama de casal, acompanhado de outras duas camas de solteiro. Todo tempo perdido é só a sensação de se perder no tempo e daí vem o desespero. Estranho sentir tudo isso!

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O Altar das Tradições

Únicos... No universo de milhares, somos um!
Linhas e curvas, risos e gestos, luz e momento.
Blocos de flores, corredores, salões e templos...
Tradições, pessoas, olhares e construções...
Repito, construções... A construção do olhar!
A procura e o encontro. O que vejo e só...
Além, apenas o que enxergo, e, assim, sonhos...
Os lábios e o beijo, a cerimônia e o altar... 
Eis aqui o destino e a beleza capturada com a luz, 
por isso, o amor... E a felicidade de sermos quem somos.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Rosas, Balões e Saudades

As rosas são suas e os balões meus! Plante um jardim lindo, e regue-o todas as manhãs só para ter a noção do quanto é delicioso cuidar. Nos dias em que o mundo parecer quatro ou cinco vezes maior e as pessoas amadas estiverem distantes, a noite serenada guardará nas pétalas de uma das rosas o significado da palavra saudade, então perceberá impotente o quão dispensável é um roseiral de cinco mil flores. Quando o orvalho assentar sobre uma rosa, compreenderá então a sutil diferença entre amar e ter consciência do amor.

domingo, 27 de maio de 2012

A Sutileza do Beijo e a Precisão das Carícias



Precisamos nos perder em alguns momentos, só para lembramos da necessidade de conhecermo-nos... Vagarmos a ermo, não a procura do caminho, mas do significado. Tenho agora todas as respostas, faltam, porém, as perguntas que lhes dão sentido. Busco um equilíbrio às vezes utópico e os espelhos insistem em refletir as ausências.
Qual o medo? Ou qual o motivo para tê-lo? Dissolvo-me todas as manhãs na lembrança de um sorriso estonteante... Ele invade meu quarto com a mesma força dos raios solares e se instala no meu peito como um abraço confortante.
Mas onde está, quando preciso sussurrar ao teu ouvido que é o cheiro e não o perfume que me faz querer tá perto? O carinho e não só a presença... O cuidado e não apenas o abraço... O desejo e não somente as formas... É difícil querer... É difícil só querer...
A harmonia dos gestos e o encontro perfeito com as palavras... A sutileza do beijo e a precisão das carícias... O sono entre os braços e imagem da vulnerabilidade... O sorriso meigo de olhos piscados... Ah, Meu Bem!!! Você, você e outra vez... Você... O resto é um céu nublado sem estrelas. 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

O Caminho


Pelas ruas apertadas do caminho até você,
Há sempre uma luz no fim do túnel e a descoberta
De um poste ou da imagem da lua reluzente num céu
Estrelado. Se um anjo acompanhasse uma estrela cadente
E tivesse a responsabilidade de levar-me em seu retorno,
Restaria um pedido ou talvez um acordo. A esperança
Perdeu-se no horizonte de possibilidades em que se transformou
A vida humana, mas eu ainda a tenho e ela carrega coisas
Tão simples: o seu sorriso depois de um beijo. Um abraço silencioso
Quando nenhuma palavra faz sentido. O olhar terno de cumplicidade 
E o segredo de que guardamos um sentimento imenso dentro de nós, 
Esperando apenas que o medo cesse.

sábado, 31 de dezembro de 2011

O Ultimo Dia do Ano


Sei onde estou, mas não queria está. Dei alguns passos: fui para frente e para trás, girei 180 e depois 360º e estive no mesmo lugar ainda antes de parar. O que começamos amanhã é o exato complemento do final de hoje e as esperanças, desejos e vontades se refazem com a força da ideia de novidade. Espero a felicidade da incerteza dos convencimentos e o desejo de ser convencido da possibilidade de melhoras. Vou acreditar nas lágrimas com a singeleza dos olhos que brilham e a vida vai ser melhor.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Ausências Refletidas


Essa vida povoada de ausências torna a presença o motivo exato para nada dizer. Cria no silêncio provocado, incitado pelos espaços vazios, a consciência ilusória de liberdade, como se “estar com” fosse sinônimo de prisão. Presos por um abraço, ou livres solitários, crentes e fieis seguidores de um livre-arbítrio que não existe. Somos todos reféns do imediatismo das relações de borboletas, que só vivem vinte e quatro horas.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Os Obstáculos e as Rotas

Ergo-me no paradoxo que existe entre a felicidade e a tristeza.
Construo na abstração das minhas concepções, pontes que me
permitem perambular por estes espaços, que apesar de contrários, se encaixam simetricamente
como faces de uma moeda. Se toda dor vem do desejo de não sentirmos dor como queria
o poeta Renato Russo, então o apaziguamento da alma resignada de sofrimento é o caminho
alternativo a intensidade deste mesmo sofrimento.
E ainda dizem que a vida flui independente de obstáculos e rotas.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Sobre Exclamações e Outras Vontades


Numa manhã chuvosa de sábado
O tempo parece parar,
 Mas pessoas não param.
Indo e vindo em seus imutáveis cotidianos,
São incapazes de perceber o que os cerca
E vivem como se não fossem morrer.
Quando morrem, descobrem espantadas
Que não viveram.
Exclamações servem bem a esses momentos.

sábado, 1 de janeiro de 2011

O Livro de Receitas da Vida


Se a vida fosse um livro de receitas, qual seria o seu prato principal? E qual a sobremesa favorita? Por certo, haveria um restaurante onde estes pratos poderiam ser degustados, mas você seria o chefe da cozinha? Ou todos trabalhariam ao acaso dos atos impensados? Qual seria o nome do espaço? Existiria uma inspiração, ou o cardápio se construiria como consequências das necessidades cotidianas?

As dúvidas formam um tempero essencial a qualquer prato especial, por que não existem receitas perfeitas e por isso a vida não é um livro com os modelos do que se deve fazer. Mas na vida o prato principal com certeza é o amor. Amor de homem e mulher, amor pelo escuro, por saber da existência do claro; pelo som, em agradecimento ao silêncio; pelo feio, que faz a beleza ter sentido; pelo abraço, que isola o mundo e faz parecer que só existe quem abraça e quem é abraçado.

A minha sobremesa favorita estaria sempre acompanhada de carinho, e a degustação seria aberta a todos. Na cozinha da vida é preciso que exista um chefe que aponte a direção dos sabores, dos amores. Assumir os riscos do impensado nos aproxima demais do erro, mas até os erros serão bem vindos quando acompanhados de boas lições. O espaço teria o seu nome associado a uma crença universal, a vida é a fonte do amor, então, se chamaria: Bistrô, Fontana Dell Amore.

Por fim, a inspiração estaria no viver... Um dia por vez, sem amarras que nos impedissem de sonhar, ou regras que dissessem que não se deve chorar. O cotidiano é uma delícia, para quem ama o que faz.

P. S. Em 2011 é possível que você sofra um pouco, chore e até se sinta sozinho. Mas lembre-se que a vida é uma receita inacabada, onde cada um pode colocar a sua pitada de tempero e torná-la única. Portanto, ame, sofra, chore, morra e ressuscite no dia seguinte para mais um pouco de felicidade... A vida é hoje!

domingo, 17 de outubro de 2010

A Negação da Inércia

A medida exata do amor é o ato corajoso
De não esperar que a vida termine a partir
Deste ou daquele sentimento. É saber que os
Bons corações se moldam pelas dores que
Já viveram e que um corpo sem cicatrizes
Não viveu e não tem história. Toda Relação
Implica a possibilidade de conflitos, decepções
E magoas, mas não existe uma única pessoa que
Principie a sua caminhada olhando para o dia em
Que ela vai terminar. Se fosse assim, viver não
Teria sentido.

Desejo Vertical


Ouço que a eternidade não tem sentido
Pela ausência de possibilidades de uma
Tarde chuvosa de domingo.
Não condiciono minha felicidade aos
Obstáculos, pelo contrário, ela é livre
Para se permitir tanto num horizonte de
Um sol nascente no limite entre o céu e
O oceano, quanto na verticalidade de uma
Queda livre diante de uma decepção.
Os muros existirão sempre, assim como
O desejo de superá-los.

sábado, 25 de setembro de 2010

A Lua Cheia de Alegria


Um luau, mas a lua foi encoberta pelas telhas.
Houve música, mas não havia violão.
Existiam palavras, mas não havia poesia.
A alegria do vinho distorceu os sentidos e tudo
O que poderia ser aproveitado, não foi, está perdido.
Restaram por fim as pessoas e estas tornaram a
Festa única, como uma pinta na má companhia de
Um sorriso. A metáfora é o alento da alma quando
Não podemos dizer tudo o que se quer.

sábado, 11 de setembro de 2010

Sombras III


Os segundos de felicidades são caros, pagos com
Intermináveis minutos de sofrimento. Temo aceitar
Sem maiores questionamentos o pessimismo filosófico
De Schopenhauer e pensar que a vida é um eterno sofrer,
Aliviado por pequenas porções de contentamento dados
Pela arte.