Mostrando postagens com marcador Liberdade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Liberdade. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Reencontros


Ontem reencontrei um grande amigo. Daqueles que nos inspiram mesmo participando de nossas vidas apenas em momentos pontuais. Engraçado é perceber o quão criterioso foi o “destino” na construção desta oportunidade, como que a desvendar a necessidade do desejo de ser mais, imensamente mais.

Sinto uma saudade imensa dos encontros entre palavras e pensamentos. Quando caminhavam sorridentes por qualquer minúsculo papel em branco e riam felizes da facilidade de serem.

Escassos, os pensamentos caminham sempre na direção oposta a das palavras e mesmo quando se encontram, falta o desejo necessário para procurarem juntos a superfície para se eternizarem.  E aqui seguem!

Até o encontro... Inusitado, surpreendente e revelador, para apenas informar que uma fala dita a mais de 5 anos, se cumpriu como uma profecia, destas escritas em livros sagrados de várias crenças... Um abraço e algumas palavras... Silêncio... E o pensamento muda seu rumo e agora corre atrás das palavras que já caminha longe, mas a passos lentos como se adivinhasse que precisava esperar...


Da inquietação resta a dúvida e o tempo responderá, mas conseguirá o pensamento alcançar as palavras? Independente desta busca, agradeço apenas aos que testemunharam isso: Claudinho, Camila, Mozana e principalmente Uberdan... Vocês sabem a importância que têm por terem consciência das realizações que proveram.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

"Os Caminhos que se Bifurcam"

O sorriso remete a segurança que não encontro em outros rostos. Gostaria de descobri o porquê de todas as falas, de todos os ditos. Não compreendo a perfeição, assim como não acredito na completa imperfeição. Creio apenas no meio termo justo que se aplica à vida com uma espécie de medida exata para a balança da justiça.
Qual a cegueira que gostaria de compartilhar? Aquela que torna a injustiça justa a bel prazer que ela serve? Ou a certeza de que a inevitabilidade da morte torna a vida efêmera demais para que eu me preocupe com opiniões menores? Nestes caminhos que se bifurcam, eu gostaria de não ter que escolher um, no entanto, estou sofrendo a existência dos dois.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Os Obstáculos e as Rotas

Ergo-me no paradoxo que existe entre a felicidade e a tristeza.
Construo na abstração das minhas concepções, pontes que me
permitem perambular por estes espaços, que apesar de contrários, se encaixam simetricamente
como faces de uma moeda. Se toda dor vem do desejo de não sentirmos dor como queria
o poeta Renato Russo, então o apaziguamento da alma resignada de sofrimento é o caminho
alternativo a intensidade deste mesmo sofrimento.
E ainda dizem que a vida flui independente de obstáculos e rotas.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A Surdez Muda

Mas é de fato uma pena
Aos ouvidos ingênuos de
Risos amarelos.
Indecentes em suas palavras,
Arrogam-se o direito de julgar.
Não escutam e nem falam.
Agem como se não soubessem pensar.

sábado, 11 de setembro de 2010

Sombras

Antes do pôr do sol a beleza se manifesta
Em luz pela ultima vez no dia. Depois, nas
Sombras, os olhos buscam outras imagens,
Outros significados. Assim, a solidão disfarçada
Esconde a lágrima na escuridão da noite.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Poucas Vogais

 
Gostaria de perceber o que me cerca.
De saber que não estarei aqui para ter tudo.
E esta certeza me faz melhor.
Poder acordar ao teu lado e dizer-lhe em
Poucas vogais que o rubro só se fez rosa
Para não perder o sentido quando falar
De você. O mais, não precisa ser dito.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Luciana


A vida é um grande ponto de interrogação no fim de uma frase. O dia seguinte é a incerteza das possibilidades e o adeus pode não ter tempo de ser dito. Quando amamos temos a obrigação de tornar isso explícito, de transformar uma tarde cinzenta de inverno em um belo dia de primavera.  O bom de saber que somos queridos é poder ouvir e quando não houve oportunidade de dizer, fica um imenso vazio.  As lágrimas manifestam a tristeza, mas não mudam a realidade, pois o medo que tenho da morte é que ela me tire todas as pessoas de quem gosto antes que eu seja capaz de transmitir-lhes a idéia do quanto são importantes pra mim. Dedico este texto a querida amiga Luciana, que nos deixou hoje (11 de agosto de 2010). Por que mesmo sabendo que “o futuro é um mistério” e a morte a única certeza, é impossível não chorar com toda a minha alma a perda de alguém tão especial. Que o marido e os filhos encontrem a força necessária para acreditarem que ela agora está bem, mesmo diante do desejo de que ela não tivesse partido.
P. S. Digo isso em nome de todos os colegas e amigos que formam a família que é a Casa Anísio Teixeira.

sábado, 31 de julho de 2010

Desvelo

O amor condiz à vida, assim, como a tristeza é o desvelo da morte. A imortalidade não tem sentido diante da incapacidade de amar. Torna-se simplesmente o reflexo do triste, como a escuridão de um eclipse sem final.

Dou-te a opção de se perder completamente por amor, ou de viver pela eternidade sem jamais conhecê-lo; E entenderá que só o sentimento dá sentido ao tempo. Só a imagem do que se ama dá cores ao nostálgico. E quando não se ama, busca-se desesperadamente o formato do sabor que te trará este bem. Busco o rosado claro dos lábios entreabertos; desesperado, procuro teu cheiro para não ficar só as zero hora que antecipa o primeiro minuto da madrugada de um domingo qualquer.

Teus cabelos soltos são a bela visão de que os sentimentos podem ter formas, mas teus sorrisos me afirmam que elas não são fixas e nem específicas. Envolvo-te num abraço, como quem desenha um coração a tua volta, e deixo-te a mais serena dúvida de onde realmente estás segura, se dentro deste espaço ou distante dele.

Toda distância pode ser vencida pelo pensamento, mas nem sempre se pode tudo o que se quer. E eu me encontro exatamente onde me perdi: diante dos teus olhos me dizendo que eu não posso avançar nem mais um milímetro, porque tua boca é nociva a permanência da minha eternidade.