P. S. Professores, parabéns pelo seu dia. Mas pensem sobre, e assumam seu verdadeiro papel social.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Ao Mestre com Carinho
P. S. Professores, parabéns pelo seu dia. Mas pensem sobre, e assumam seu verdadeiro papel social.
domingo, 20 de setembro de 2009
Emancipação Humana
Percebo triste quando a tendência pessoal se sobrepõe as necessidades sociais. Quando o ato da boa escrita se disponibiliza a usar dos bons argumentos para criar fatos. Prefiro na mais sublime das minhas esperanças, alcançar o dia em que o povo seja capaz de entender os acontecimentos globais por sua própria ótica, sem que precise dos arrumados discursos que transformam atrocidades contra a humanidade, em momentos gloriosos da história nacional, regional, estadual, ou, municipal. Por fim, da nossa história. Espero chegar a isto antes do crepúsculo da minha existência.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
O Livro e a Cachaça, “O Certo e o Errado”
Confesso! Prefiro, hoje, lugares mais populares. Como mais satisfeito no mercado da feira, que no melhor restaurante da cidade, pelo simples fato de que o primeiro espaço vem acompanhado das verdades cotidianas que fazem parte da vida, e que necessitam de maquiagem para se sentirem a vontade no segundo lugar.
Já não discuto entre o valor das melodias de Mozart e os sons inspirados do mestre Gonzaga, entre a importância de um livro e uma garrafa de cachaça. Por que o livro pode ser mal compreendido, enquanto a cachaça vem sempre acompanhada. Se a companhia for bem escolhida dá conta de uma biblioteca.
Hoje eu escolho brigar pelo que acredito, ao invés de conciliar para simplesmente evitar o atrito. Com isso descubro que não há certo e nem errado. Pois agora é certo para mim e errado para outros, no futuro será certo para todos, ou errado.
Quanto ao supermercado... um garoto de aproximadamente 11 anos foi preso por roubar um pacote de biscoito. Quando a polícia chegou o mesmo gritava – “estou com fome, estou com fome!” Neste mesmo momento em que os policiais saiam do estabelecimento, chegou outro garoto de não mais que 13 anos e estacionou um carro de luxo ao lado da viatura e os soldados nada fizeram. Duas infrações cometidas pelos garotos. Sabe qual a diferença real de uma para a outra? É que o garoto do carro é filho do dono do supermercado.
*Zeca Baleiro.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Cidade
As cidades que teoricamente nos aproximam na prática nos segregam, ou, como classes privilegiadas, ou desprivilegiadas, e o que antes era uma mazela dos grandes centros já compõem de certa forma o cotidiano de inúmeras cidades pequenas.
Mas com todas essas controvérsias urbanas existe um lugar que só em saber que faço parte dele já me permite um prazer pouco comum. Existe uma cidade que desce dos morros que a circunda com a graça de uma menina que sai para passear, uma menina de 199 anos dois meses e dois dias de idade é bem verdade, mas com a sutil leveza que só os poucos anos nos permitem. Os morros nos demonstram os contrários visíveis desse espaço, no entanto, tomados de uma áurea sublime que os faz harmoniosos nesse cenário.
Talvez em algum momento alguém sinta a necessidade de perguntar: que cidade é essa? De início direi que é o lugar onde, o saudosismo é a pedra que impede o próximo passo, porém direi em seguida que os que se debruçam sobre projetos para tornarem esse lugar melhor, o fazem pela enorme paixão que essa pequena cidade desperta nos que aqui chegam. Quanto ao nome... Caetité-BA, pelo seu povo, pela suas ruas, por suas paisagens, por seu clima e por si só já vale à pena conhecer, correndo-se o sério risco de querer permanecer por toda a vida.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
MEAS (Movimento Estudantil do Alto Sertão): Desocupação


sexta-feira, 22 de maio de 2009
MEAS (Movimento Estudantil do Alto Sertão): Dois Meses de Ocupação
Foi deste conflito de classes que nasceu no ABC paulista no início da década de 80 o PT (Partido dos Trabalhadores). Ele que surgiu exatamente dos conflitos entre capitalistas e explorados pelo capitalismo. Agora insiste em agir como um típico partido de direita, fechado aos interesses dos grandes opressores que povoam a história da humanidade, em governos que beneficiam apenas uma pequena minoria privilegiada. Dirão que este é um discurso marxista e obsoleto, mas desde quando a busca por uma emancipação humana está fora de moda? Creio que perdemos algumas referências e isso de certa forma nos enfraqueceu, mas não deveria prejudicar nosso espírito. Quando rompemos com o carlismo no governo da Bahia tínhamos certeza de que não seria fácil consertar tudo, mas restava a convicção de que uma das principais bases democráticas seria respeitada: o dialogo.
Acreditávamos que tendo o governo federal ao nosso lado as coisas aconteceriam de forma mais tranquila. Triste engano. O governo da Bahia realiza concurso público para a policia militar e não para professores, por que acredita que “bater” é mais fácil que educar. Que o povo tem que apoiar o governo pelo medo e não pela consciência, que democracia é: “sim senhor” e não questionamentos, que a busca por explicação é incitação a desordem e tudo isso gerado por aquela anterior falta de dialogo. É crime brigar por uma educação de qualidade? Se for prendam-me e condenem-me a prisão perpétua. Por que eu prefiro viver recluso a ter que acreditar que a educação perdeu o sentido na construção do ser humano.
No dia 16 de maio de 2009 completamos dois meses de ocupação da UNEB nos campus VI (Caetité), XII (Guanambi) e XVII (Bom Jesus da Lapa). Resistimos! Resistimos ancorados naqueles que assim como eu acreditam que não basta passar pela universidade e sair com um canudo embaixo do braço, é preciso refletir e acima de tudo viver aquele espaço. Não basta adentrar o mercado de trabalho e realizar o que todos os outros já fizeram antes, temos que extrapolar os nosso limites, e isso só acontecerá quando tivermos o suporte que só a educação de qualidade nos oferece.
O MEAS não é unanimidade, e provavelmente não existiria se fosse, pode não contar com a maioria por que historicamente estão ocupados demais com seus problemas particulares para se preocuparem com o coletivo. Porém conta com um grupo que apesar de reduzido está consciente de seu papel na sociedade, e eu pessoalmente acredito que um homem consciente e politizado vale mais que uma massa alienada. Por isso eu convido a todos que reflitam sua realidade, pensem no que acham que não está certo e o que pode ser feito para mudar, por que podemos não mudar o mundo, mas mudaremos nossas vidas.
* Depois de 67 dias de ocupação fica ainda mais clara a idéia de que só a educação diferencia os homens dos outros animais, mas uma educação com responsabilidade social. E como sei que não se fazem revoluções sem livros, ofereço-lhes a imagem da minha pequena biblioteca como inspiração.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Darwin tem razão
* Convivência com alguns universitários de alcova.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Carnaval

Pensar em carnaval nos remete a inúmeros pontos distintos da história do homem. No entanto pensando momentos distantes no tempo histórico, ou, datas mais recentes, a essência básica do carnaval é a alegria, a comemoração, o desregramento do deus grego Dionísio em negação a razão rígida do também deus grego Apolo. E é nesse ponto, quando falamos de alegria, que se estabelece o meu paradoxo.
Pois mesmo em tempos de “alegrias” carnavalescas o cenário que se percebia em Caetité era o mesmo das cidades fantasmas dos filmes de faroestes americanos, só faltaram as bolas de fenos rolando pelas ruas. Os que fizeram a “opção” (para os mais críticos, me perdoem as aspas, são resquícios do sistema) de permanecer aqui tiveram no sábado e no domingo a oportunidade de se divertirem num “carnaval” organizado por uma pequena parcela do comércio local. Pra variar grande parte do repertório escolhido não poderia ser diferente: arrocha!
Entretanto, prefiro pensar pelo lado positivo, não temos aqui os conflitos que dividem a opinião pública em salvador, por exemplo, quando os foliões dizem que o carnaval tem que se estender por toda a quarta-feira de cinzas, enquanto a Igreja diz que a festa tem que acabar na madrugada de quarta. (já vivemos tantos conflitos, que por horas a mais ou a menos poderíamos evitar esse). Mas para felicidade dos caetiteenses, e da Igreja local o carnaval do parque terminou na madrugada da segunda-feira. O restante dos dias foram de um silêncio assustador, interrompido pelo barulho de alguns “trios elétricos” particulares que cotidianamente circulam pela cidade, tocando adivinhem o que? Acertaram: arrocha!
Só não entendam aqui que eu tenho alguma coisa contra o ritmo intitulado arrocha, pois não tenho, acho até uma dança sensual, guardados os exageros, é que assim como não dá pra tocar música clássica no São João, não dá pra tocar arrocha no carnaval.
25/02/09
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Os Olhos do Coração
Pense! Se você descobrisse que irá ficar cego no próximo minuto o que desejaria ver pela ultima vez? E se não tivesse a chance de saber antes, o que iria desejar rever se voltasse a enxergar? O filme nos mostra o quanto somos mesquinhos e ambiciosos mesmo quando todas as situações nos são adversas, quando tudo colabora para que o coração humano se torne livre das mazelas cotidianas que o mundo tem nos imposto como normal. O que temos é o já conhecido roteiro arraigado pelo capitalismo em sua essência, do homem sobrepondo o homem, dos interesses pessoais excluindo o coletivo.
O filme é surpreendente! Mas não simplesmente como uma afirmação da genialidade do escritor português, isso é desnecessário. A obra é sensível em toda sua amplidão. Da música à interpretação de cada ator/atriz, do toque característico do diretor brasileiro, a discreta abordagem do racismo dentro da história. O contexto dos fatos escancara o ser humano em todos os seus defeitos, em todos os seus males, mesmo os mais escondidos, mesmo os mais disfarçados, porém nos mostra que ainda é válido acreditar na bondade e honestidade que carregamos mascarada dentro de cada um de nós.
Como não temos essa oportunidade na vida, ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA nos mostrou que vemos sempre o que queremos ver e normalmente não é o mais importante. Como diria Antoine de Saint Exupéry “só se ver bem com os olhos do coração” (Pequeno Príncipe). A verdadeira cegueira é a que cega a alma.