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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

11/11/11


Queremos de volta a rebeldia dos tempos em que utopias eram  possíveis e que a militância era o caminho a ser seguido, pois abomino a normalidade com que o crime e a corrupção se continianizaram, e não aceito a desvalorização da vida em prol do capital. Compreendo o “terrorismo”, mas não entendo a apatia.

*homenagem ao curso de História do campus VI da Universidade do Estado da Bahia, pela assembleia estudantil do dia 08/11/11.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Ao Mestre com Carinho

Dizem os poetas: ao mestre com carinho! E eu me pergunto: com que carinho? O do reconhecimento dito em versos escritos no quadro no dia 15 de outubro, quando todo o resto do ano foi uma clara manifestação de indisciplina? Ou o jantar para este profissional alienígena que o professor acabou se tornando? Sim! Alienígena, porque, no entendimento dos que o homenageiam, este parece não ter família, visto que todos os convites se estendem apenas a ele (a). Como se dissessem em P.S. venham só, ou não venham! Deixaremos de ser considerados uma nação de terceiro mundo, quando o profissional de educação tiver seu valor reconhecido, do contrário ficaremos destinando o 15 de outubro para comemorar o dia do professor, o 1ª de maio como dia do trabalhador. Qual é mesmo a data que se comemora o dia da apatia e da permissividade? Hum! Esta é uma comemoração diária realizada pela classe dirigente em homenagem a todos nós. Digo todos, inclusive eu, porque minha insatisfação soa baixa frente à acomodação da maioria.

P. S. Professores, parabéns pelo seu dia. Mas pensem sobre, e assumam seu verdadeiro papel social.


*Na foto o Professor, Filólogo e Filósofo Nietzsche.

domingo, 20 de setembro de 2009

Emancipação Humana

Vejo a aurora que se desdobra no horizonte antes do nascer do sol. E reconheço os bravos que se levantam contra as injustiças que enchem as já corriqueiras notícias de corrupção, aliciamento e manipulação ideológica. E todas as mais sórdidas maneiras de beneficiar-se da ignorância alheia, do povo à margem de uma educação que lhes permita discernir entre o interesse comum e o próprio.
Percebo triste quando a tendência pessoal se sobrepõe as necessidades sociais. Quando o ato da boa escrita se disponibiliza a usar dos bons argumentos para criar fatos. Prefiro na mais sublime das minhas esperanças, alcançar o dia em que o povo seja capaz de entender os acontecimentos globais por sua própria ótica, sem que precise dos arrumados discursos que transformam atrocidades contra a humanidade, em momentos gloriosos da história nacional, regional, estadual, ou, municipal. Por fim, da nossa história. Espero chegar a isto antes do crepúsculo da minha existência.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O Livro e a Cachaça, “O Certo e o Errado”

Estou, às sete horas e quarenta minutos desta manhã de domingo, acordado, visto que mesmo tendo despertado às cinco da madrugada só encontrei forças agora para erguer-me. Tenho que ir ao supermercado, por que seria estranho se houvesse o que comer num fim de semana em uma república estudantil. Supermercado! Citando um poeta* contemporâneo: “não é lugar de ser feliz". Não é! Os olhares claramente incomodados pelo simples fato de que meus gostos e traços não se encaixam dentro do padrão.
Confesso! Prefiro, hoje, lugares mais populares. Como mais satisfeito no mercado da feira, que no melhor restaurante da cidade, pelo simples fato de que o primeiro espaço vem acompanhado das verdades cotidianas que fazem parte da vida, e que necessitam de maquiagem para se sentirem a vontade no segundo lugar.
Já não discuto entre o valor das melodias de Mozart e os sons inspirados do mestre Gonzaga, entre a importância de um livro e uma garrafa de cachaça. Por que o livro pode ser mal compreendido, enquanto a cachaça vem sempre acompanhada. Se a companhia for bem escolhida dá conta de uma biblioteca.
Hoje eu escolho brigar pelo que acredito, ao invés de conciliar para simplesmente evitar o atrito. Com isso descubro que não há certo e nem errado. Pois agora é certo para mim e errado para outros, no futuro será certo para todos, ou errado.
Quanto ao supermercado... um garoto de aproximadamente 11 anos foi preso por roubar um pacote de biscoito. Quando a polícia chegou o mesmo gritava – “estou com fome, estou com fome!” Neste mesmo momento em que os policiais saiam do estabelecimento, chegou outro garoto de não mais que 13 anos e estacionou um carro de luxo ao lado da viatura e os soldados nada fizeram. Duas infrações cometidas pelos garotos. Sabe qual a diferença real de uma para a outra? É que o garoto do carro é filho do dono do supermercado.

*Zeca Baleiro.

Créditos da foto: Professor Antônio Claudio Barbosa (Claudinho)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Cidade

O que é uma cidade se não um emaranhado de ruas que se encontram e se perdem na concretude dos seus espaços? O que forma essas ruas que não sejam casas, uma ao lado das outras, onde fugimos da possibilidade de conhecer o outro? O espaço em que nos protegemos de nós mesmos achando que a proteção é contra o mundo.
As cidades que teoricamente nos aproximam na prática nos segregam, ou, como classes privilegiadas, ou desprivilegiadas, e o que antes era uma mazela dos grandes centros já compõem de certa forma o cotidiano de inúmeras cidades pequenas.
Mas com todas essas controvérsias urbanas existe um lugar que só em saber que faço parte dele já me permite um prazer pouco comum. Existe uma cidade que desce dos morros que a circunda com a graça de uma menina que sai para passear, uma menina de 199 anos dois meses e dois dias de idade é bem verdade, mas com a sutil leveza que só os poucos anos nos permitem. Os morros nos demonstram os contrários visíveis desse espaço, no entanto, tomados de uma áurea sublime que os faz harmoniosos nesse cenário.
Talvez em algum momento alguém sinta a necessidade de perguntar: que cidade é essa? De início direi que é o lugar onde, o saudosismo é a pedra que impede o próximo passo, porém direi em seguida que os que se debruçam sobre projetos para tornarem esse lugar melhor, o fazem pela enorme paixão que essa pequena cidade desperta nos que aqui chegam. Quanto ao nome... Caetité-BA, pelo seu povo, pela suas ruas, por suas paisagens, por seu clima e por si só já vale à pena conhecer, correndo-se o sério risco de querer permanecer por toda a vida.
*Créditos da foto Teobaldo Marinho de Souza Neto

quarta-feira, 27 de maio de 2009

MEAS (Movimento Estudantil do Alto Sertão): Desocupação




Existem momentos na vida que temos a oportunidade de olharmos no espelho, ou, nos olhos de um companheiro de luta, e dizer: é chegada a hora de recuar. Isso é amadurecimento! Tivemos os últimos 73 dias para construir esta consciência, e depois de amadurecida é o momento de torná-la pública.Não me permitirei aqui falar sobre aqueles que ficaram contra, ou em cima do muro, sem saber o que apoiar. A fala de hoje vai em forma de abraço a todos aqueles que desde o início se sensibilizaram com a causa e abriram mão de inúmeros projetos pessoais em prol desta idéia. Mas não só para eles, visto que os louros também devem ser estendidos à população em geral. Como me esquecer daquele senhor que chegou à porta da universidade nos primeiros dias de ocupação com um pacote de macarrão e uma caixa de molho de tomate numa sacola, e disse: “não tenho ninguém estudando aí hoje, mas o futuro é um mistério e se vocês não estivessem aí o futuro seria uma dúvida”.Recebemos apoio dos mais diferentes lugares e das mais diferentes pessoas, tivemos que abrir mão de alguns dogmas, como o de não aceitar o apoio político para as negociações, mudamos de idéia e quando o fizemos fomos abraçados e ajudados no que foi possível pelas representações do poder público municipal da cidade de Caetité - BA, entre eles vereadores, presidente da câmara, vice- prefeita e o próprio prefeito.Se pensarmos no principal objetivo do movimento ele ainda não foi alcançado, mas o caminho está pronto, agora vamos precisar ainda mais de todos os que antes estiveram ao nosso lado. Hoje dia 27 de maio de 2009, depois de 73 dias estamos desocupando a UNEB, mas é bem provável que ela não volte à normalidade visto que desde o mês de fevereiro o Campus VI não recebe as verbas necessárias para o seu funcionamento. É hora de parar e pensar sobre nossas responsabilidades no momento de escolher nossos representantes. Não estou aqui defendendo ninguém até por que não encontrei um só candidato digno de defesa, só estou apelando aos “Cidadãos” que repensem seu papel na sociedade e depois o assuma. *Ressalto publicamente, que continuaremos lutando pelos nossos ideais de uma educação superior que seja pública, gratuita e de qualidade, mas acima de tudo, HONESTA para com aqueles que se dispõem a participar de uma comunidade acadêmica onde as pessoas escolhem construir a sua própria historia sem aceitar de forma passiva o que lhes é imposto. Não podemos esquecer que “o sertanejo é antes de tudo um forte”. Por esta e outras razões, o MEAS continua na luta!!!
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*A conclusão a partir daqui é mérito de Eliana Márcia Carvalho.
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sexta-feira, 22 de maio de 2009

MEAS (Movimento Estudantil do Alto Sertão): Dois Meses de Ocupação


Lá se vão dois meses de uma esperança que insiste em não cessar, de uma esperança que não encontra obstáculos que a mantenha limitada. Todavia, esta não é apenas uma luta travada em prol de ganhos de cunho Material. Não. Trata-se da morte ideológica de muitos dos que participam desta resistência, pois cremos intensamente por toda a nossa vida estudantil, na existência da luta entre classes, e sabemos que mesmo que tentem disfarçar em discursos de igualdade ela acontece e só não percebe quem não reflete sua própria realidade, e tenta absorver realidades alheias na tentativa frustrada de fugir à sua.
Foi deste conflito de classes que nasceu no ABC paulista no início da década de 80 o PT (Partido dos Trabalhadores). Ele que surgiu exatamente dos conflitos entre capitalistas e explorados pelo capitalismo. Agora insiste em agir como um típico partido de direita, fechado aos interesses dos grandes opressores que povoam a história da humanidade, em governos que beneficiam apenas uma pequena minoria privilegiada. Dirão que este é um discurso marxista e obsoleto, mas desde quando a busca por uma emancipação humana está fora de moda? Creio que perdemos algumas referências e isso de certa forma nos enfraqueceu, mas não deveria prejudicar nosso espírito. Quando rompemos com o carlismo no governo da Bahia tínhamos certeza de que não seria fácil consertar tudo, mas restava a convicção de que uma das principais bases democráticas seria respeitada: o dialogo.
Acreditávamos que tendo o governo federal ao nosso lado as coisas aconteceriam de forma mais tranquila. Triste engano. O governo da Bahia realiza concurso público para a policia militar e não para professores, por que acredita que “bater” é mais fácil que educar. Que o povo tem que apoiar o governo pelo medo e não pela consciência, que democracia é: “sim senhor” e não questionamentos, que a busca por explicação é incitação a desordem e tudo isso gerado por aquela anterior falta de dialogo. É crime brigar por uma educação de qualidade? Se for prendam-me e condenem-me a prisão perpétua. Por que eu prefiro viver recluso a ter que acreditar que a educação perdeu o sentido na construção do ser humano.
No dia 16 de maio de 2009 completamos dois meses de ocupação da UNEB nos campus VI (Caetité), XII (Guanambi) e XVII (Bom Jesus da Lapa). Resistimos! Resistimos ancorados naqueles que assim como eu acreditam que não basta passar pela universidade e sair com um canudo embaixo do braço, é preciso refletir e acima de tudo viver aquele espaço. Não basta adentrar o mercado de trabalho e realizar o que todos os outros já fizeram antes, temos que extrapolar os nosso limites, e isso só acontecerá quando tivermos o suporte que só a educação de qualidade nos oferece.
O MEAS não é unanimidade, e provavelmente não existiria se fosse, pode não contar com a maioria por que historicamente estão ocupados demais com seus problemas particulares para se preocuparem com o coletivo. Porém conta com um grupo que apesar de reduzido está consciente de seu papel na sociedade, e eu pessoalmente acredito que um homem consciente e politizado vale mais que uma massa alienada. Por isso eu convido a todos que reflitam sua realidade, pensem no que acham que não está certo e o que pode ser feito para mudar, por que podemos não mudar o mundo, mas mudaremos nossas vidas.

* Depois de 67 dias de ocupação fica ainda mais clara a idéia de que só a educação diferencia os homens dos outros animais, mas uma educação com responsabilidade social. E como sei que não se fazem revoluções sem livros, ofereço-lhes a imagem da minha pequena biblioteca como inspiração.
*Créditos da foto Teobaldo Marinho de Souza Neto

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Céu


Os passos são caros, caros e raros como se escalassem uma montanha, no entanto, caminham no plano. Na linearidade do comodismo e do alheamento, na impessoalidade de achar que outro virá e resolverá.
Os tempos estão áridos, mas uma esperança insiste em brotar entre os espinhos passivos, que não passam e nem deixam passar, mas o céu está acima, e nem ele é o limite.
Créditos da foto: Professor Antônio Claudio Barbosa (Claudinho)

quarta-feira, 22 de abril de 2009

MEAS (Movimento Estudantil do Alto Sertão): Um Mês de Ocupação


Qual a importância de um dia? Sinceramente podemos, sem sombra de dúvidas, dizer que depende muito do dia. Em alguns diremos que ele voou, no entanto diremos em outro que ele parece ter quarenta e oito horas. Agora pense que o conceito de resistência é: ato ou efeito de resistir. Pegue um copo com água e levante a altura do ombro e se pergunte por quanto tempo consegue permanecer nesta posição. Estamos no trigésimo primeiro dia de ocupação dos campi VI (Caetité), XII (Guanambi) e XVII (Bom Jesus da Lapa), da UNEB, e muitos dos que engrossavam o caldo desta militância já desceram o braço com o seu copo com água. No entanto, os que trazem o seu ideal de uma Universidade de qualidade arraigado em seus corações permanecem.
Temos consciência de que existem inúmeros colegas que são contra esse movimento, mas são contra até que ponto? Por que acreditamos ser necessária a colocação de pontos de vistas diversos para a melhor consolidação de uma idéia. Todavia o que temos são pessoas desinformadas que por não terem “tempo” (segundo elas mesmas) para participarem de uma mobilização séria e legítima, se refugiam nesta mesma falta de “tempo” (aqui ler-se falta de argumentos fundamentados) para se posicionarem contra. E aqui perguntamos, contra o que? E é lamentável que as respostas circundem sempre o mesmo discurso: “estamos perdendo aula”. Concordamos que estamos perdendo aula, mas temos a consciência de que é por um bem maior, porém os que estão na contramão deste movimento têm voz em nossas discussões para tentar nos convencerem de que estamos errados, mas não o fazem.
E é aqui a parte mais íngreme desta escalada, visto que as pessoas que estão contra não se manifestam, ou, quando se manifestam o fazem em “eu acho que”, ou então questionam sobre os ganhos do movimento, que apesar de muitos, serão sempre tidos como poucos porque é comum minimizarmos o esforço alheio, principalmente quando tivemos a oportunidade de participar destas conquistas e nos recusamos por aquela mesma falta de “tempo” anteriormente citada (aqui leia-se passividade, analfabetismo político
*).
Enfim o MEAS não se resume a esta resistência frente ao descaso com a educação. Este foi apenas o seu berço de nascimento, para os que contaram os dias, preparem-se para contarem anos, por que mesmo quando a ocupação terminar com todos os seus ganhos e experiências, o movimento será o legado deixado por esta geração em contribuição a esta instituição (UNEB), que tanto tem feito por muitos e que tão pouco recebe de todos. O MEAS é por fim os gritos altos e bravos de renascimento do movimento estudantil do alto sertão e suas ações primam, agora, e primarão sempre por melhores condições para a realização e o desenvolvimento de um trabalho sério que possibilite a formação de profissionais qualificados que possam num futuro retribuir a sociedade o que ela investiu na sua formação, mas não só em sua formação profissional, mas principalmente em sua construção humana, como membros conscientes e politicamente ativos dentro desta mesma sociedade.
16 de abril de 2009.

* Bertolt Brecht

quarta-feira, 25 de março de 2009

Corações Sertanejos

Uma voz que ecoa solitária se perde na limitação do seu próprio grito.
Quando as gargantas se multiplicam as idéias ganham corpo e as dúvidas tornam-se certezas, os clamores emanam dos corações sertanejos e pelas correntes de ar chegam a capital: mais fortes, mais bravos e repletos de indignação. Soluçam por direitos, exigem solução. não emudeceremos nossa voz! Gritaremos ainda mais alto frente a tentativa de qualquer repressão.

terça-feira, 24 de março de 2009

MEAS


Nestes primeiros dias de outono o céu cinzento do fim da tarde é o extremo oposto do claro e brilhante céu de brigadeiro em que brilham as esperanças daqueles que compõem o MEAS.
Descem os primeiros louros e a vitória não tardará, mas antes que esta deusa se deite em verdes campos de tranqüilidade, as batalhas de cada dia mantêm motivados os bravos soldados que lutam por soluções, certos de que só nos restam oportunidades. E mesmo que pareçam apenas gotas, somos bem mais.

quinta-feira, 19 de março de 2009

MEAS (Movimento Estudantil do Alto Sertão): estado de ocupação

São nos momentos mais críticos que descobrimos com quem podemos contar. É sem dúvida nestes momentos de dificuldade extrema que se faz necessária a construção de unidades, onde os interesses individuais são esquecidos em prol de uma coletividade muito mais ampla, muito mais abrangente. Em momentos como estes deixamos de ser caetiteenses, guanambienses, cruzalmenses, enfim, esquecemos nossa naturalidade. Tornamos-nos unebianos, e aos que se negam a se assumirem como tal, revejam o que de fato estão indo fazer em cada Campus nos quais estudam. Pare e pense novamente o que você fez para melhorar essa universidade. E não se preocupe em responder, sua resposta só serve a você.
E foi desse abandono de interesses individuais, em beneficio de todo o coletivo que nasceu o MEAS (MOVIMENTO ESTUDANTIL DO ALTO SERTÃO). Abandonamos as equações matemáticas, as construções sintagmáticas, os estudos teóricos ingleses da obra de Shakespeare, os processos químicos que constituem o corpo humano, os levantamentos de tempo e espaço. Deixamos de nos educar fisicamente e de propor soluções pedagógicas; deixamos de tentar administrar realidades utópicas, tomamos as rédeas de uma luta que só interessa a nós. Entendemos que para que sejamos capazes de exercer nossa subjetividade com dignidade é preciso que o todo esteja em equilíbrio e é por este equilíbrio, por essa ordenação, que estamos aqui.
Falaram em todos os meios possíveis e de todas as formas possíveis sobre o movimento de ocupação. Falaram bem e mal, falaram muitas vezes do que nem sabiam, mas não deixaram de opinar, chamaram-nos de desocupados, baderneiros e até de comunistas. A mídia de credibilidade foi imparcial na cobertura dos fatos, a de boteco tomou partido de uma realidade da qual não tem nem se quer uma opinião plausível para apresentar. A rede televisiva regional permaneceu de costas por um tempo, e quando nos olhou ainda o fez cheio de julgamentos.
Qual o estado da UNEB? OCUPADO! Por quanto tempo? ATÉ QUE SEJAMOS OUVIDOS. A universidade não está ocupada por um monte de estudantes que não tem o que fazer como foi falado por diversas vezes. Não! Ela está ocupada por pessoas cheias de esperanças e que cansadas de esperar, e desiludidas pelas falácias cotidianas e medidas paliativas que só amenizam os problemas, fizeram o que todo sujeito dito cidadão deveria: Exigir o respeito aos seus direitos e ao cumprimento efetivo desses direitos.
Por fim devo dizer que poderíamos embasar nossos discursos em qualquer um dos grandes filósofos que se destacaram na história da humanidade, mas não! Prefiro citar um dos companheiros do movimento que disse: “A UNEB tem uma “arma” apontada pro nosso coração, quando nos obriga a assistir seis aulas de uma mesma disciplina, a UNEB tem uma “arma” apontada pro nosso coração, quando oferece cursos com apenas dois professores efetivos, a UNEB tem uma “arma” apontada para o nosso coração...” espero que essa mobilização prove não só a nós mesmos, mas a toda a sociedade que quando nos unimos em prol de uma causa nobre e nos dedicamos a ela, as mudanças acontecem. “Não é o povo que tem que temer o seu governo, é o governo que tem que temer o seu povo”. (V de Vingança, 2005). Enquanto houver força e esperança, estaremos lutando.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Paz


Se o objetivo de toda guerra é a paz como defendia Sun Tzu, então começamos uma guerra para conquistar o que já tínhamos antes dela. Todavia esquecemos que o termo PAZ agora tem um conceito bem mais amplo, dentre eles, podemos enumerar: dinheiro, poder, potencial bélico nuclear, dentre tantos outros. Enquanto esse for o conceito de paz a guerra será o único caminho para alcançá-lo.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Respeitem a faixa

Aquela Caetité que foi considerada em outros tempos à (Corte do sertão) caminha a passos largos para o “desenvolvimento”. Sim! Já que suas principais ruas agora trazem marcas que representam à presença efetiva de uma secretaria de trânsito realmente ativa. Todavia essas marcações não tão indeléveis são às claras representações do que é o caótico ir e vir dos meios de transportes nesta pequena cidade.
Num outro dia estávamos eu e um amigo, diante da faixa, a esperar que os carros que vinham em nossa direção passassem, para que pudéssemos atravessar. E para nossa surpresa o veiculo que vinha à frente parou e fez sinal para que atravessássemos. Perplexo, agradeci cheio de contentamento e segui comentando que naquele momento estava me sentindo em uma cidade civilizada. Mas como tudo que é bom em sua maioria dura pouco, eu e meu colega quase morremos atropelados ontem atravessando a faixa de pedestres quando um motorista descia em alta velocidade numa pequena saboneteira verde, que nem deveria estar mais circulando pra segurança da população.
É louvável a preocupação do poder público municipal com a modernização do trânsito da cidade, principalmente no centro, o que não podemos deixar é de nos preocuparmos com dois fatores de suma importância. Primeiro e mais importante: um projeto de conscientização dos motoristas, motociclistas e pedestres associado a uma cobrança de responsabilidades imparcial, sem distinção de cor, sexo, classe social ou grau de parentesco. E em segundo lugar e não menos importante: comprem tintas de melhor qualidade, afinal não temos trinta dias do início das marcações e alguns pontos já se encontram quase invisíveis.
*Créditos da foto Teobaldo Marinho de Souza Neto