Todo barulho ou todo silêncio é
sempre uma busca por si mesmo. Uma busca quase sempre tênue e infrutífera, pelo
simples fato de se constituir de um processo lento, delicado e doloroso.
Vivemos realidades de desejos imediatos. Não há aqui espaço para questões muito
amplas... estou em queda livre nesse vazio que tantos flutuam... Eis o abismo!
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domingo, 28 de agosto de 2016
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
Sobre um pai... Sobre um herói
Ontem, dia dos pais, a data foi
subjetivamente diferente. Não como uma provocação à distância, não. Antes, uma
saudade que tecnologia nenhuma pode suprir: a do passado. Conversamos por mais
de quarenta minutos... Rimos e nos lembramos das coisas bobas compartilhadas.
Há quem diga que Deus está nas pequenas coisas... Sinceramente... Não sei se pela
beleza da frase ou se pela crença em si. Mas... Quando te tenho em meu abraço
de tempos em tempos... Lembro do significado que tornam algumas frases belas.
domingo, 30 de março de 2014
O que escrever!?
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Humanidades humanas
Fechado! Mas perto demais...
Com cabelos de uma cor que não
sei definir... Porém perto demais...
De olhos cravados no horizonte...
Todavia, não tão perto que eu possa tocar...
Sorrindo... Entretanto, de
costas... Perto demais da distância invencível e imensurável. O toque, o olhar
e a despedida.
sábado, 12 de outubro de 2013
A Sinfonia do Olhar
A dor, às
vezes, é o analgésico necessário à vida. O que vim fazer e não encontro na
fração dos segundos quando meus olhos piscam? Espero... Vejo, enquanto gênios
foram cegos! Ouço, sinto e toco e sei dos momentos em que o piano foi só um
piano. A regra! A métrica! O espaço compassado e o silêncio... Só! A vida soa
harmônica, mas destoa. O som é a busca ofegante de quem não desistiu, de quem
não desiste. O outro está sentado à frente da televisão, esperando a existência
passar, desligada!
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Reencontros
Ontem
reencontrei um grande amigo. Daqueles que nos inspiram mesmo participando de
nossas vidas apenas em momentos pontuais. Engraçado é perceber o quão
criterioso foi o “destino” na construção desta oportunidade, como que a
desvendar a necessidade do desejo de ser mais, imensamente mais.
Sinto uma
saudade imensa dos encontros entre palavras e pensamentos. Quando caminhavam
sorridentes por qualquer minúsculo papel em branco e riam felizes da facilidade
de serem.
Escassos,
os pensamentos caminham sempre na direção oposta a das palavras e mesmo quando
se encontram, falta o desejo necessário para procurarem juntos a superfície
para se eternizarem. E aqui seguem!
Até o
encontro... Inusitado, surpreendente e revelador, para apenas informar que uma
fala dita a mais de 5 anos, se cumpriu como uma profecia, destas escritas em
livros sagrados de várias crenças... Um abraço e algumas palavras...
Silêncio... E o pensamento muda seu rumo e agora corre atrás das palavras que
já caminha longe, mas a passos lentos como se adivinhasse que precisava
esperar...
Da inquietação
resta a dúvida e o tempo responderá, mas conseguirá o pensamento alcançar as
palavras? Independente desta busca, agradeço apenas aos que testemunharam isso:
Claudinho, Camila, Mozana e principalmente Uberdan... Vocês sabem a importância
que têm por terem consciência das realizações que proveram.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Descaminho
Nos piores dias, quando tudo foge ao controle e todos os
lados não refletem imagens, é quando compreendo a solidão e a necessidade de
acolhê-la.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Quem Afinal é o Inferno?
Quais as formas das formas que dão forma a sua forma? Qual o
erro? E o acerto? Toda pergunta é o caminho para o desejo de resposta, mas
porque continuamos com dúvidas? A paralisia é o reflexo inicial do medo, “mas
não importa o que fizeram com você, importa o que você faz com o que fizeram de
você.” (Sartre). O medo é necessário, mas é só um combustível e a minha viagem
é longa.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Despedidas
Aproximam-se das ultimas as 365 oportunidades a que tive
direito neste ano. Quando o fim está próximo, é natural assistirmos
curtas-metragens do que antes pareciam seriados. O que poderia ser feito e não
foi? De quem nos aproximamos e de quem nos afastamos? Por esses dias assisti a
três filmes seguidos de um super-herói adorável, porém, o mais fascinante foi
encantar-me com sua personalidade que há tempos incomodava, mas não me deslocava. O Ano Novo traz sempre a possibilidade de mudança, todavia, não é
preciso espera-lo para mudar.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Sobre Mudanças
Hoje tirei o horário de almoço
para vistoriar meu guarda-roupa e descobri que não há nele uma única “fantasia”
que sirva bem a um covarde, logo, não tenho como aceitar nunca a condição de
vítima. Cairei quando a ultima gota de sangue secar, mas não sem resistir. “Não
me entrego sem lutar, tenho ainda coração, não aprendi a me render, que caia o
inimigo então...”. Quando todas as bases sólidas forem ao chão que sejamos
mantidos apenas por pensamentos, por sentimentos, todavia, de pé... Aos desertores a morte,
simples e inglória, aos guerreiros a eternidade, pois os homens findam, mas
seus feitos ecoarão pelos tempos.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
"Despedaços"
O Silêncio é o caminho de busca para algumas
verdades... Frutos que não veremos
frutificar, mas, que ainda assim, é preciso plantar as sementes. O vácuo é o
pior lugar do mundo para se estar, mas temos um dentro de nós mesmos. Eu não
compreendo a ideia de sentir falta, entretanto, sinto. Sinto uma angustia
desumana rasgando minha garganta na forma de saliva engolida a seco e as
lágrimas que insistem em escorregarem sutilmente roubadas pelo canto dos olhos
e Só... Falta-me um abraço, falta-me um sorriso ou simplesmente uma palavra que
me iluda com o convencimento de que vai ficar tudo bem. Posso viver pela eternidade,
mas nunca vou compreender a morte... Atravessar sozinho estes momentos,
distante de todos aqueles que poderiam me entender, é também uma forma de
morrer, assim, morre-se da pior maneira possível: sozinho!
domingo, 19 de agosto de 2012
Três Pontinhos
Uma manhã de promessas: Chuva... Abraços...
Lembranças. O jeito como Você arruma o cabelo e o significado que tem
trançá-los, é a ponte que aproxima os abismos e o tempo é o senhor do
invisível, que não podendo ser visto, não precisa ser explicado.
domingo, 27 de maio de 2012
A Sutileza do Beijo e a Precisão das Carícias
Precisamos nos perder em alguns
momentos, só para lembramos da necessidade de conhecermo-nos... Vagarmos a
ermo, não a procura do caminho, mas do significado. Tenho agora todas as
respostas, faltam, porém, as perguntas que lhes dão sentido. Busco um equilíbrio
às vezes utópico e os espelhos insistem em refletir as ausências.
Qual o medo? Ou qual o motivo
para tê-lo? Dissolvo-me todas as manhãs na lembrança de um sorriso
estonteante... Ele invade meu quarto com a mesma força dos raios solares e se
instala no meu peito como um abraço confortante.
Mas onde está, quando preciso
sussurrar ao teu ouvido que é o cheiro e não o perfume que me faz querer tá
perto? O carinho e não só a presença... O cuidado e não apenas o abraço... O desejo
e não somente as formas... É difícil querer... É difícil só querer...
A harmonia dos gestos e o
encontro perfeito com as palavras... A sutileza do beijo e a precisão das
carícias... O sono entre os braços e imagem da vulnerabilidade... O sorriso
meigo de olhos piscados... Ah, Meu Bem!!! Você, você e outra vez... Você... O
resto é um céu nublado sem estrelas.
sábado, 21 de abril de 2012
Tempo e Sentido
Saber que se ama, antes de sentir,
é persuadir o tempo e convertê-lo em sentido...
O resto é um vazio, acompanhado
de uma taça de cooler,
um sábado à noite e a Casa do Lago.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
O Caminho
Pelas
ruas apertadas do caminho até você,
Há
sempre uma luz no fim do túnel e a descoberta
De
um poste ou da imagem da lua reluzente num céu
Estrelado.
Se um anjo acompanhasse uma estrela cadente
E
tivesse a responsabilidade de levar-me em seu retorno,
Restaria
um pedido ou talvez um acordo. A esperança
Perdeu-se
no horizonte de possibilidades em que se transformou
A
vida humana, mas eu ainda a tenho e ela carrega coisas
Tão
simples: o seu sorriso depois de um beijo. Um abraço silencioso
Quando
nenhuma palavra faz sentido. O olhar terno de cumplicidade
E o segredo de que guardamos um sentimento imenso dentro de nós,
Esperando apenas que o medo cesse.
E o segredo de que guardamos um sentimento imenso dentro de nós,
Esperando apenas que o medo cesse.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Prega-Dores
Os pregadores de
todos os amores que fazem parte da minha vida. Os ocupados e invisíveis, estes
sabem por si só que estão ali. Os vazios representados pelos desamores, e, por
fim, os outros, livres do concreto e de perspectivas: estes carregam a certeza de
nunca serem pregados, amados, integrados ou incorporados.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Aspiro o Desejo de Ansiar
Aspiro à poesia brilhante dos
Olhos
que não enxergam, e sentem
A
vida em cada brisa que passeia
Pela
face.
Desejo as lágrimas dos que já Choraram,
Por
que sei que nunca me farão chorar.
Anseio pela voz dos falantes, e que
Eles
nunca se calem em nenhuma das
Estações,
e se em algum momento precisarem
Calar,
que o silêncio seja provocado por
Um
beijo, e, que a felicidade ocupe o que
Antes
era som.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Ausências Refletidas
Essa vida povoada de ausências torna
a presença o motivo exato para nada dizer. Cria no silêncio provocado, incitado
pelos espaços vazios, a consciência ilusória de liberdade, como se “estar com”
fosse sinônimo de prisão. Presos por um abraço, ou livres solitários, crentes e
fieis seguidores de um livre-arbítrio que não existe. Somos todos reféns do
imediatismo das relações de borboletas, que só vivem vinte e quatro horas.
domingo, 4 de setembro de 2011
A Alma e o Vendaval
A primavera se aproxima cheia de ausências: faltam flores nas janelas e esperança nos olhares. Sobram dores no peito que ama e falta espaço no quadro que não escrevo. Para onde vão os pensamentos que não se concretizam? Todo tesouro instiga a procura. Toda liberdade é felicidade e a flor que dança no vendaval representa minha alma sem saber pra onde ir.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
A Extensão do Contrário
Amo a estreita necessidade de saber que sinto tua falta, no entanto, posso suportar o frio que rasga a madrugada das noites do solstício de inverno. O mal é a construção dos que não o fazem ao contrário, e não ousam tentar serem felizes na montagem deste paradoxo. E eu que ouso chegar perto do seu cheiro, mas não me atrevo a beijar-te, sinto apenas o que sou capaz de descrever, o que não posso, é pelo simples fato de não sentir. Portanto, não tente entender os que não se entendem. Siga-os ou abandone-os. Não tente entendê-los.
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